Pesquisar este blog

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lendo Uma estética para corpos mutantes. Quais as impressões?

Graças aos avanços biotecnológicos, informáticos e robóticos vivemos hoje num mundo onde os corpos são cada vez mais manipulados, potencializados e rotulados. A biotecnologia cria um novo padrão social onde o corpo precisa estar sempre jovem e ativo, sinônimos de saúde e vitalidade. Nesse novo padrão não há lugar para preguiça e desleixo sendo estes passaportes para um novo tipo de exclusão social.
Porém não basta apenas ter uma pele jovem e bonita se o mesmo não acontecer com os órgãos internos. Surge então uma infinidade de pesquisas com células-tronco com a promessa de daqui a alguns anos podermos trocar um rim que não esteja mais em sua plenitude funcional ou qualquer outro órgão. Aquilo que a ficção científica preconizava a alguns anos em filmes como Robocop, Mulher biônica já fazem parte do nosso dia-a-dia onde é cada vez mais recorrente o uso de próteses para substituir ou potencializar o corpo humano. Ao olharmos uma pessoa que faça uso de lentes de contato não é possível identificá-la como tal pois as lentes são acopladas aos olhos potencializando e corrigindo um defeito na visão de quem as usa sem tornar-se perceptível.

Um breve comentário sobre corpos amputados e proteizados

Ainda no ventre da mãe a cobrança por um corpo perfeito já se faz presente. Ao engravidar a maioria das mulheres passam a recitar o velho ditado que precede a curiosidade pelo descobrimento do sexo: "Desde que venha com saúde, todo perfeitnho..." Ter um filho "perfeito" é ter um filho com todas as partes de seu corpo completas e "funcionando". Um corpo perfeito coloca o ser humano no patamar da normalidade. Isso siginifca dizer que quem não tem esse corpo completo receberá os olhares e estranhamento que o "anormal" traz consigo.
No artigo Corpos amputados e proteitizados: "Naturalizando" novas formas de habitar o corpo na contemporaneidade, Luciana Paiva nos traz então a situação dos que nasceram "normais" e por circunstâncias diversas da vida tiveram que amputar uma parte de seus corpos. Ao corpo é dado um status social que é tão inererante ao ser humano que faz com que este lute de todas as formas para não perder tal status sendo a opção da amputação aceita apenas quando esta é a única entre desconfigurar-se ou morrer. Isso justifica-se por vivermos "numa sociedade que privilegia a eficiência e o dinamismo (e) "perder" uma perna significa perder também a normalidade, bem como um modo de vida ativo, em que o indivíduo passa a ser visto como ocioso e ineficiente" (Paiva,2007). Uma vez tomada a decisão da amputação vem agora a segunda parte: se reinventar, aceitar-se e (con)viver neste mundo que privilegia a normalidade. A prótese vem resgatar a auto-estima do amputado e trazer-lhe uma nova possibilidade de continuar fazendo as coisas do dia-a-dia que fazia antes da amputação. Nos depoimentos do artigo de Paiva podemos perceber que após o sofrimento da adaptação física à prótese quando o indivíduo adapta-se psicologicamente ele permite-se exibir sua nova forma física e em alguns casos ter sua auto-estima exarcebada como não era antes de perder uma parte do corpo, se autointitulando de ser biônico.

sábado, 25 de setembro de 2010

Virtualizando com Lévy

Segundo Lévy o virtual é algo que potencialmente pode vir a ser. Para exemplificar ele diz que uma semente é uma árvore em potencial. Assim ele nos mostra que diferente do que muitas pessoas pensam o virtual não é oposto ao real ainda que sendo imaterial. Graças a virtualização, processo que transforma as informações em linguagem matemática binária, linguagem de computador, foi possível a consolidação da cibercultura.
André Lemos, professor da Universidade Federal da Bahia é um dos principais teóricos do tema no Brasil. Segundo ele a cibercultura nasce nos anos 50, com a informática e a cibernética, tornando-se popular através dos microcomputadores na década de 70, consolidando-se completamente nos anos 80 através da informática de massa e nos 90 com o surgimento das tecnologias digitais e a popularização da Internet.
A cibercultura é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea (Lemos, 2002).

domingo, 19 de setembro de 2010

Caro educador, você já parou para pensar nisso?

Fui apresentada recentemente a um vídeo do You Tube muito legal que nos faz refletir.Após assisti-lo mande seus comentários para que possamos estabelecer um diálogo.  Aceita? Então assista!
http://www.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o&feature=related

sábado, 18 de setembro de 2010

Encontro sobre rádio

Tivemos hoje um encontro no auditório da FACED sobre rádio. Tivemos o diretor  da  rádio  educadora de Salvador, uma coordenadora  da ONG  Cipó  e uma  coordenadora do Mais Educação (programa de atividades em turno oposto na escola)  que produz nas escolas públicas estaduais programas de rádio.
Achei muito boa a apresentação da professora estadual  com boa dicção  e  capacidade de manter a atenção  do  público enquanto que oralmente a representante  do Cipó  teve uma apresentação um pouco mais apática.  Minha surpresa  foi que a exposição  das produções foi inversamente cativante. O produto final do Mais Educação era fechado, "quadrado", "didático" enquanto que a produção do Cipó era mais livre, criativa, autônoma e com a cara do GEC.
O diretor do IRDEB entrou num ponto importante quando falou que tanto as TVs e os rádios são concessões públicas com prazo de 15 anos para renovar ou não tal concessão e o que vemos no cenário brasileiro é um desreipeito com a Constituição e o não cumprimento das contra-partidas exigidas para ter a concessão. Por serem concessões as emissoras tem por obrigação oferecer em sua grade programação de qualidade e com caráter educativo. Porém, os poucos programas com esta estrutura são exibidos em horários inadequadossendo reservado aos horários nobres programação estrita comercial.
Caso queira se inteirar um pouco mais sobre nossa legislação e as concessãoes de rádio e TV leia o artigo A legislação sobre as concessões na Radiodifusão de Anita Simis.

Ser ou não ser tutor, eis a questão!

Aconteceu ontem no auditório do PAF I o fórum sobre docência on-line. A mesa foi composta pela Prof. Edméia (UFRJ) e a Prof. Ana Maria (PUC) que falaram sobre suas experências em docência on-line. 
Dois pontos me chamaram a atenção. A diferença  entre  ensino  à distância  e ensino on-line e a problemática que envolve os tutores atualmente.
Muitas vezes tendemos a achar que ensino à distância  e ensino on-line são sinônimos mas pode-se ter ensino on-line presencial (alunos em sala, ou laboratório conectados numa atividade intencional) e ensino à distância usando recursos como livros, apostilas e não obrigatoriamente computadores.
O segundo ponto é a situação legal dos tutores. Segundo a prof. Edméia os tutores deveriam ser pessoas que estivessem fazendo pesquisa (mestrado, doutorado) e que a tutoria serviria para que essas pessoas tivessem uma vivência prática com a área estudada. Assim ela teria um tempo determinado (máximo de 2 anos) sem qualquer vínculo empregatício, sem direitos trabalhistas e recebendo um auxílio financeiro muito aquém das responsabilidades que lhes cabe. Porém, o que se vê na prática atualmente são profissionais que permanecem por mais de 2 anos atuando em tutoria sem qualquer direito trabalhista. Segundo Edméia o problema do tutor é legislativo e não semântico. Para ela tutor e professor são a mesma coisa porém não existe uma profissão de tutor o que legalmente nega a esse profissional qualquer direito trabalhista.