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sábado, 11 de setembro de 2010

Hora do Conto!

Hoje enquanto vinha para a aula na FACED me deparei com uma situação que muitos que não utilizam dos meios de transporte coletivos não conhecem. Assim, achei viável trazer para nossa discussão um pouquinho do dia-a-dia de grande parte da população soteropolitana quiça, brasileira.
Todos devem lembrar do quanto foi maravilhoso a incorporação do rádio no celular e de como melhorou a nossa viagem para casa embalada pelo som das músicas de nossa preferência. Para isso bastava apenas que conectássemos um fone ao aparelho celular e aproveitássemos a viagem (como mora em Pirajá costumo levar quase 2 horas para chegar em casa saindo da FACED).
Porém o celular evoluiu e não é mas necessário que conectemos um fone tornando a escuta do som algo coletivo. O problema é: se cada um pode ouvir no seu celular o que mais lhe agrada, se temos um percentual enorme de pessoas que possuem celular e que utilizam dos meios de transporte coletivo para se locomoverem... temos uma verdadeira poluição sonora nos coletivos e uma total falta de respeito com o direito do outro de não ouvir aquilo que não quer.
O exemplo de hoje foi hilário! Eu tinha do meu lado esquerdo alguém ouvindo pagode baiano e do meu lado direito alguém ouvindo música Gospel. E eu, entre os dois, tentava entender a letra de cada música.


Esteve em Salvador fazendo apresentação recentemente a Companhia Brasileira de Ópera com o espetáculo O Barbeiro de Sevilha. O evento aconteceu na sala principal do Teatro Castro Alves.
Pra falar a verdade fiquei um pouco decepcionada pois por ser a minha primeira ópera esperava ver um cenário grandioso como os que vemos ao assistirmos filmes. Porém o cenário contava com um enorme telão, umas duas ou três poltronas e uma arcada representando uma enorme janela.
Logo o desapontamento transformou-se em encantamento. Todo o espetáculo apoia-se numa junção perfeita entre arte e tecnologia. Sendo a primeira ópera lírica com cenografia inteiramente animada cujo cartonista é o americano Joshua Held.
Creio ser uma grande inovação principalmente no que diz respeito ao transporte e montagem do espetáculo que por ter praticamente todo cenário digitalizado reduz tempo de montagem e desmontagem, rapidez no deslocamento e a possibilidade de levar para os lugares mais remotos do país uma obra desta natureza. Será possível apresentar a municípios de difícil acesso, caso haja a  vontade,  um verdadeiro espetáculo lírico oportunizando a ampliação cultural de várias pessoas.

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